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Alguém já profetizou alhures que o Flamengo mais do que um timão é também uma "religião".
Segundo alguns dicionaristas "religião é crença em forças sobrenaturais que teriam criado o Universo e a quem seria devido o culto. É também devoção"
"Sobrenatural: superior ao que é natural. Muito extraordinário."
O Flamengo é tudo isso. Ele não só representa o Universo, mas também a alegria de viver de milhões de brasileiros, que lhe têm verdadeira devoção.
Sim, o Flamengo é "religião", mas a sua Deusa é a bola, não importa que nome tenha; ela é a Deusa do amor.
O seu templo é o estádio; e os seus discípulos, uma legião de fiéis torcedores.
E é nesse universo religioso que às vezes surge a figura de Judas- o traidor.
Os louros do invencível Mengo jamais serão tirados por causa da traição de qualquer jogador.
A torcida flamenguista é bastante inteligente para aplaudi-los havendo merecimento ou vaiá-los quando necessário for.
As vaias, neste momento, vão para o ex-goleiro Bruno, que tanta bola pegou, mas, desta vez, utilizando-se do jogo sujo, "pisou na bola", escorregou, caiu e num grande lamaçal se afundou.
Bruno, você não só se envolveu no desaparecimento da mãe de Bruninho, mas também matou o sonho de muitas crianças que em seu "herói" acreditou.
Você foi pior do que Judas: traiu o pai, a mãe e o filho.
Parabéns à Presidente do Flamengo, que impôs aos seus jogadores o respeito à torcida, acrescentando no seu regulamento o bom comportamento dentro ou fora do campo. Aliás, prática esta já adotada no futebol europeu.
As suas lágrimas, Sra. Patrícia Amorim, simbolizaram também o sofrimento dos nossos flamenguistas.
Nossos aplausos para essa corajosa mulher.
Com um comportamento assim, tenho certeza de que o Mengão ganhou a admiração até dos seus adversários, multiplicando os seus seguidores.
Flamengo, eis aqui uma das suas admiradoras e a mais nova torcedora.
Ao lado do nosso guerreiro Bahia, adoto-o como um filho querido. E vamos cantar juntos: Uma vez Flamengo. Sempre Flamengo.
Muitas vaias para o covarde Bruno.
Muitos aplausos para os reais heróis desta historia: a nação flamenguista.
Autora: Ivanoy Couto
Advogada, Contadora e Escritora
Salvador-Ba, 25/07/2010
ivanoycouto@gmail.com
POR: Ivanoy Couto |