|
Foto:
João Luz.

Bispo
da Diocese de Eunápolis, D. José
Edson. |
|
É mesmo verdade...
que quando existem demasiadas igrejas, é
difícil encontrar a “Igreja!” (Alessandro
Prozato). Ouvistes as divisões que já reinavam
na época de São Paulo: “eu pertenço ao grupo de
Apolo; eu, ao de Pedro; eu, ao de Paulo...” (I
Cor 1,10-13.17).
E no entanto, a Igreja não nasceu desmembrada!
Cristo quis que ela fosse una e unida! A exemplo
de São Paulo, todos nós temos que repetir: “eu
sou de Cristo!”
“Enquanto os homens estiverem divididos, irão
ignorar-se, odiar-se e combater uns contra os
outros” (Paulo VI). E não pode ser assim! Não
deve ser assim!
Os dias que estamos a celebrar no-lo recordam. A
oração pela unidade dos cristãos. “Temos que
rezar, devemos esperar que o Senhor volte a
conceder ao mundo e a Igreja a enorme alegria, a
grande sorte de ver reunidos na unidade da fé,
de disciplina e de caridade todos aqueles que
amam Cristo” (Paulo VI).
Um dos precursores do diálogo ecumênico dizia:
“para se unir, é necessário amar-se. Para se
amar, é preciso conhecer-se. Para se conhecer, é
obrigatório ir ao encontro uns dos outros”
(Card. Desiré Mercier).
São palavras atuais, precisamente nos nossos
dias, quando se fala de “guerras de religião”;
quando se insinua em todos nós uma atitude de
medo e às vezes até de rejeição do outro, do
diverso, das pessoas que para nós são
estrangeiras, tanto do ponto de vista da cor da
sua pele, como da religião e da cultura.
Amar-se, conhecer-se e ir uns ao encontro dos
outros. Essa é a exigência para nós, cristãos. É
um dever, uma lei e um compromisso! É quanto nos
recorda Santo Agostinho: “o segredo da beleza é
a unidade!”.
Devemos abrir-nos a um conhecimento recíproco,
real e leal, que nos liberte dos lugares-comuns
e das falsidades. É somente através deste
caminho que progride a consciência da pertença à
humanidade comum de sermos filhos do mesmo Pai;
e assim florescer o amor.
Os antigos diziam: “com a concórdia, as pequenas
coisas crescem; com a discórdia, as grandes
coisas dissolvem-se” (Sallustio). Peçamos com
confiança ao senhor, que todos os seus
seguidores saibam e queiram encontrar a arte do
diálogo e do confronto, do encontro e da
concórdia, para se apresentarem ao mundo como
uma única grande família.
A unidade é a única meta do Cristianismo! O
mundo acreditará em Cristo, quando vir que todos
os cristãos estão unidos!
Oremos uns pelos outros.
Eunápolis, 23 de janeiro de 2008.
Dom José Edson Santana Oliveira
Bispo Diocesano de Eunápolis
Costa do Descobrimento
POR ATLANTICANEWS

|