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Conhecer-se para se amar
24/01/2008 23:58:02  
 

    Foto: João Luz.
Bispo da Diocese de Eunápolis, D. José Edson. 

É mesmo verdade...
que quando existem demasiadas igrejas, é difícil encontrar a “Igreja!” (Alessandro Prozato). Ouvistes as divisões que já reinavam na época de São Paulo: “eu pertenço ao grupo de Apolo; eu, ao de Pedro; eu, ao de Paulo...” (I Cor 1,10-13.17).

E no entanto, a Igreja não nasceu desmembrada! Cristo quis que ela fosse una e unida! A exemplo de São Paulo, todos nós temos que repetir: “eu sou de Cristo!”

“Enquanto os homens estiverem divididos, irão ignorar-se, odiar-se e combater uns contra os outros” (Paulo VI). E não pode ser assim! Não deve ser assim!

Os dias que estamos a celebrar no-lo recordam. A oração pela unidade dos cristãos. “Temos que rezar, devemos esperar que o Senhor volte a conceder ao mundo e a Igreja a enorme alegria, a grande sorte de ver reunidos na unidade da fé, de disciplina e de caridade todos aqueles que amam Cristo” (Paulo VI).

Um dos precursores do diálogo ecumênico dizia: “para se unir, é necessário amar-se. Para se amar, é preciso conhecer-se. Para se conhecer, é obrigatório ir ao encontro uns dos outros” (Card. Desiré Mercier).

São palavras atuais, precisamente nos nossos dias, quando se fala de “guerras de religião”; quando se insinua em todos nós uma atitude de medo e às vezes até de rejeição do outro, do diverso, das pessoas que para nós são estrangeiras, tanto do ponto de vista da cor da sua pele, como da religião e da cultura.

Amar-se, conhecer-se e ir uns ao encontro dos outros. Essa é a exigência para nós, cristãos. É um dever, uma lei e um compromisso! É quanto nos recorda Santo Agostinho: “o segredo da beleza é a unidade!”.

Devemos abrir-nos a um conhecimento recíproco, real e leal, que nos liberte dos lugares-comuns e das falsidades. É somente através deste caminho que progride a consciência da pertença à humanidade comum de sermos filhos do mesmo Pai; e assim florescer o amor.

Os antigos diziam: “com a concórdia, as pequenas coisas crescem; com a discórdia, as grandes coisas dissolvem-se” (Sallustio). Peçamos com confiança ao senhor, que todos os seus seguidores saibam e queiram encontrar a arte do diálogo e do confronto, do encontro e da concórdia, para se apresentarem ao mundo como uma única grande família.

A unidade é a única meta do Cristianismo! O mundo acreditará em Cristo, quando vir que todos os cristãos estão unidos!

                                   Oremos uns pelos outros.

Eunápolis, 23 de janeiro de 2008.

Dom José Edson Santana Oliveira
Bispo Diocesano de Eunápolis
Costa do Descobrimento


                                                                                  POR ATLANTICANEWS

 

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